Tudo passa, tudo passará. Letra de música ou constatação piegas de gente com dor de cotovelo? Olhando assim de relance parece, mas se ampliarmos o escopo, com olhos para além do coração, vamos perceber que a frase tem muito ver com as mudanças constantes no mundo que nos cerca.
Associo essa expressão às tecnologias e às consequências que a evolução tecnológica acarreta em nossas vidas. Pessoal, profissional e social.
Para não ir muito longe, pensei na ascensão e queda da máquina de escrever. Não vai muito longe as escolas de datilografia começaram a fechar. Um negócio que praticamente se extinguiu e não conseguiu sequer ser substituído por escolas de digitação (as escolas de informática vão muito além disso ou não se sustentam).
Aliás, as pessoas hoje digitam naturalmente, é como se o teclado fizesse parte de suas vidas, crianças nascem sabendo digitar. E isso é resultado da disseminação do computador, que nos anos noventa começou a ocupar as mesas onde luziam as máquinas de escrever.
Datilógrafas foram mudando suas carreiras e sumiram pra sempre das empresas. Digitadores somos todos nós, nas mesas dos escritórios e nas de casa também.
A força dessas novas tecnologias, em todas as áreas, coloca no quadrante do esquecimento o que sabíamos, o como fazíamos e o como éramos.
E a velocidade dessa evolução tem nos provocado aprender e mudar cotidianamente.
A dificuldade é mudar com rapidez para associar um novo jeito de ser e fazer. Por isso, nossa tendência é usar a tecnologia medianamente, durante um tempo de adaptação, até entendermos que é possível e que podemos fazer diferente.
No campo da educação estamos vivendo um lindo processo de transição.
Temos à disposição um arsenal de ferramentas, mas ainda não conseguimos sair totalmente da sala de aula padrão. Assistimos a um processo de aprendizagem, com milhares de participantes: produtores de software, conteúdistas, professores, tutores, alunos. Todos envolvidos no mundo da educação a distância. Vivemos um momento histórico, que poderíamos chamar de “o Século Digital”, em que impera a autoria, a comunicação, a informação e a busca constante à construção do conhecimento. Quase uma realização do que se desejava no Século das Luzes, a libertação da tutela, dos dogmas, o esclarecimento e a possibilidade de cada um pensar por si mesmo.
Nem melhor, nem pior. Cada instituição, cada organização, cada empresa se apropria do mundo digital e faz da educação a distância sua possibilidade maior de atender mais pessoas. E as pessoas tem cada vez mais acesso ao sistema ensino-aprendizagem, não tanto pela oferta crescente, mas pela necessidade premente de atualização que o mercado exige.
Mas, tudo passa. E esse modelo também passará. Não que as pessoas irão parar de estudar e aprender. Pelo contrário, acredito que isso será cada vez mais necessário. É que será tudo diferente. Porque a tecnologia será melhor compreendida, melhor adaptada, diferentemente aproveitada.
No entanto, nesse momento, haverá também novas tecnologias que ainda nem imaginamos e que demandarão novas mudanças. Na verdade, o que chamamos de educação continuada é muito mais aprendizado continuado, obrigatório, forçado por essa evolução, cujo processo é acelerado e progressivo. No decurso dessas vivências somo os autores do exercício permanente de diálogo do presente com o passado, fazendo a história que será percebida no desconhecido futuro.


[...] Mas, tudo passa. E esse modelo também passará. Não que as pessoas irão parar de estudar e aprender. Pelo contrário, acredito que isso será cada vez mais necessário. É que será tudo diferente. Porque a tecnologia será melhor compreendida, melhor adaptada, diferentemente aproveitada. Leia mais e comente no blog Educação Sem Distância. [...]
É bem assim emso parece que as crianças já nascem sabendo digitar, é incrível!
É a mudança de comportamento constante, o que fará do aluno um eterno pesquisador e disciplinado na conquista do seu saber. Quanto ao professor, este está na fase de transição, adaptação e aprendizagem dessa nova condição para a educação tecnológica.