“Seja positivo, seja negativo, o pensamento do ser humano é sempre criativo e encontra a exata ocasião para se materializar.” (Stefano Elio D”Anna)
Vasculhar a memória. Por em marcha a inteligência intrapessoal em busca do entendimento do que sou em relação ao que fui. Compreender o percurso da transformação, embates, dificuldades, sucesso, conquistas, competências desenvolvidas ou perdidas. Encontrar nas relações do passado as conseqüências do presente, entender o presente e construir mais e melhor futuro.
Poderá haver dor nos lobos frontais? Sim, e é provável que ela reflita no coração. Mas nada como refletir para aprender mais e crescer, aplacar a dor e sorrir dos erros.
Pode ser que não saibamos quem somos, a que viemos, nosso papel nessa vida. Mas, pode acontecer de não entendermos por que somos desta ou daquela forma, agimos assim ou de outro jeito, gostamos de ler ou de fazer contas.
Pensar sobre isso e inquietar-se em busca do entendimento é ao mesmo tempo buscar o bem-estar consigo mesmo, melhorar o humor e sentir-se mais apto a encarar novos projetos positivamente.
A via de acesso a esse conhecimento passa pela redescoberta das influências recebidas ao longo da vida, principalmente por meio dos muitos professores que colaboraram para o nosso aprendizado.
Eles assumiam postura mais ou menos mecanicista, técnica ou maniqueísta; flexível ou de rigidez exacerbada; eram capazes de bom ou nenhum relacionamento interpessoal; exerciam a liberdade para uma conversa franca e aberta ou se continham silenciosamente em exposição de conteúdos.
O comportamento desses professores foram os instrumentos que nos formaram, ou deformaram, ao longo da vida.
Para compreender o resultado que somos, uma boa análise das experiências vividas nas escolas será um expediente proveitoso.
Esse é um exercício para o desenvolvimento da inteligência intrapessoal, da consciência sobre nossos comportamentos e das distinções que adquirimos ao contextualizar o que observamos. Que nos leva à assunção de novos comportamentos e reconstrução de modelos mentais. O que vai acarretar melhor inteligência interpessoal e, por conseguinte, relações positivas nos grupos, comunidades e sociedade.
Esse é o movimento do crescimento pessoal e a grandeza humana de desenvolver-se na relação com o outro.

Chego à conclusão que vc conseguiu distinguir e destacar aqueles mestres soberbos que teve. Dentre tantos os que puderam estimular a sua competência para linkar os fatos.
Ao olhar o passado, vc está buscando explicações para a Márcia de hoje.
Lembrando das perguntas que fez, as curiosidades que nutria, os amiguinhos que cultivou, os elogios que recebeu, os encantos vividos em cada sala, em cada escola, em cada conversa, em cada aprendizagem.
Lembrar do passado é ter a chance de viver de novo só o que valeu a pena.
Um professor meu costuma dizer que, somos o resultadado de nossas vivências, experiências e aprendizagens. Somado aos resultados que queremos ter, vivências que queremos viver, e aprendizagens que almejamos ter!
Adorei o texto Marcia,
Abraços
Vinicius Postai